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18/09/10

O Verdadeiro Cristianismo Vive

Faz mais ou menos uma semana... li, no noticiário, algo que me chocou muito. Hugh McFall um empresário britânico não se conteve ao ver suas finanças ruindo, falido ele se enforcou, antes matou sua filha e esposa. Não vem ao caso detalhar mais sobre o triste episódio. Fiquei chocado! Por tempos me pegava matutando, algumas questões: meu Deus o que está acontecendo? Por que esse tipo de coisa? Onde está a Igreja nessas horas?


A resposta era a mesma: “O Amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

Essa semana, mais precisamente dia 15/09/2010, cumprindo a rotina diária peguei um ônibus rumo ao trabalho. Entrando, senti o alívio de me livrar dum sol escaldante. Passei a catraca e logo percebi um assento vago no fundo. Já sentado, os velhos questionamentos começavam me perturbar, porém tão rápido quanto surgiram se foram quando escutei um som agradável que vinha lá da frente.

Não demorou muito, recordei que há 4 ou 5 anos atrás tinha escutado algo parecido, todas as inquietações sumiram naquela bela melodia que sensibilizava os meus ouvidos. Comecei a ficar inquieto... Queria chegar mais perto do músico, ouvia distante a canção, e não entendia o que ele falava. Tentativas foram feitas para me levantar, minha alma lutava em ir para frente enquanto meu corpo relutava em ficar. Como um grito de vitória, consegui sair do lugar, e em cada passo conquistava a certeza de que já tinha visto aquele senhor. Sentei na fileira oposta à dele, bem próximo, um pouquinho só recuado, quase ombro a ombro.

Apesar de muito diferente da outra vez, onde estava bem apresentável, tocava no efeito do álcool e só falava infame.




Era ele mesmo! Não sabia seu nome verdadeiro, mas se chamava “Paraíba do Forró”. Estava lá, maltrapilho, sujo, carregando uma bolsa de pano encardida, na cabeça um chapéu bem velhinho e rasgado, sandálias aos frangalhos, quase descalço, com menos dentes do que na última vez, porém muito bem comunicável. Tocava zabumba de um jeito que me fascinava, na mão esquerda ele segurava um instrumento de sopro, improvisado, que vez por outra incrementava no acompanhamento da música.

A maioria dos passageiros nem lhe davam atenção, porém ele continuava tocando, sorridente, e por vezes falando ao vento. A cena inquietava meu coração! Eu me perguntava como um homem tão necessitado aparentava aquela alegria. De repente, ele se levanta, com muita dificuldade sai andando para frente, contudo sem perder o entusiasmo e o riso no falar, parou aonde todos podiam ver, faltava lhe os dentes, mas não o sorriso, faltava lhe roupas, mas não a simpatia, faltava lhe instrumentos adequados, mas não disposição, lhe faltava tudo, mas não uma estranha felicidade. Com uma bela voz ampla, grave e rouca:

“Gente! Não são todas as músicas que eu toco agora, pois eu aceitei Jesus como meu único e suficiente salvador da minha vida.” Essa foi a primeira frase dele. Eu estava vidrado. “Já participei de documentários, fui para o Luciano Huck e alguns outros lugares, mas hoje como estou velho e doente ninguém me quer mais, não sou ninguém, nem homem eu sou mais (rindo nessa hora), outro dia estava andando com meu filho de 18 anos, e alguém falou: lá vai um homem e um velho (disse gargalhando)”. Consegui esboçar um sorriso. “Estou passando necessidade, estou quase cego com glaucoma, preciso da ajuda de vocês, não estou mentindo, antes já menti muito, mas hoje eu aceitei Jesus como meu salvador, sou um evangélico, não minto mais. Não pensem que porque aceitei Jesus que eu não posso passar por dificuldades, Ele salvou a minha alma, mas meu físico ainda está aqui, hoje estou aqui sem o dinheiro do pão, minha família está passando fome.” Essas não são todas as suas palavras, mas foi suficiente para me desabar, o choro era inevitável.

Por que quando temos problemas insignificantes nos esquecemos de Deus? Por que gastamos tanto dinheiro para concluir templos luxuosos, réplicas, Oasis e não olhamos para nossos irmãos famintos? Por que murmuramos com tanta freqüência? Por que estamos olhando mais para as riquezas terrenas do que as eternas? Por que somos incapazes de dividir o pão e caminhar duas milhas?

A resposta era a mesma: “O Amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

Timóteo 6:3-19 diz:


Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,


É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,


Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.


Mas é grande ganho a piedade com contentamento.


Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.


Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.


Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.


Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.


Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.


Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.


Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão,


Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo;


A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores;


Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.


Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;


Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;


Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.



Por: Sander Brown (sanderbrown1@hotmail.com)

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